Caio nas asas de um anjo
Nobre prazer que te leva à loucura
Perdes-te sem saber falar
Vida escrava num largo altar
Sinto o mar e o vento sãos
Velha companhia que se sente
Ou então alma fria que se desprende
Cega e atinge algo que não se compreende
Perco a corrente e vejo-te longe
Traço contínuo de um leve suspiro
Persegues todo o meu ser
Ou então moldas-te para não ver
Solto as asas de uma lógica razão
Doce confusão que te esconde o olhar
Pressentes o meu corpo por perto
Levo-te para um mundo como que deserto
Rio-me do medo e procuro algo em ti
Nuvens que se apagam e enlouquecem
Dúvidas de um sonho realizado
Sentimento ambíguo nunca ultrapassado
Volto e revejo-me a meditar
Turvas imagens que se espalham
Faz-te útil e torna-te alguém
Ternura de um mirar de um ser de ninguém.
(feito num dia de praia sobre alguém)
Voos migratórios
Há 11 anos