Soletras uma palavra
Com um leve sacrifício
Ternura que pintas
Um amargo escarnecer
Do sopro perverso
Sofre o sangue a correr
Passas de um veio
No monte que vai perder
Soletras uma palavra
Com um sonho indolor
Feitiço que escorres
Num lume brando a ferver
Do som que se cheira
Perdes-te sem ouvir dizer
Tornas fiel o inútil
Na cascata a correr
Soletras uma palavra
Com a cara meio rasgada
Mancha que te ficas
Em algo que não quer ser
Do desvio solitário
Estado de quem desaparecer
Levas o que te toca
No cérebro esmorecer
Voos migratórios
Há 11 anos
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